Ó Pai
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menina, morrer poeta
domingo, 20 de fevereiro de 2011
...Eterno é o Batuque no terreiro da minha vida, e depois que eu tombar pode chamar o meu filho...
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